Arquivo da categoria: Opinião

NO!vela

Ronaldinho Gaúcho, o brilhante jogador que certamente figura na lista de muitas pessoas entre os melhores jogadores dá última década provavelmente retornará ao Brasil na temporada 2011.

Analisando apenas isso já é possível concluir uma coisa: trata-se de um atleta que vive a decadência de sua vitoriosa carreira. Tanto é assim que não se ventilam na mídia nomes de grandes clubes europeus em busca de seu futebol e ele precisará regressar à sua terra.

As demonstrações de nível técnico e preparo físico do pentacampeão não animam, ficando muito distantes do ideal para um jogador de sua idade. Ainda assim, com tudo isso, vemos o Palmeiras fazendo o possível e o impossível para contratá-lo, oferecendo inclusive salários compatíveis ao que ela ganhava no exterior.

Um clube em crise futebolística, financeira, emocional e administrativa, que nos últimos anos fez diversas apostas grandes e erradas e que custaram muito caro ao clube e à torcida, não pode se dar ao luxo de entrar em outro investimento pesado e sem perspectivas claras de retorno (falando de futebol, claro).

E a coisa toda já se iniciou muito mal com a criação de uma arrastada trama, cheia de detalhes inúteis, com todo o suporte da grande mídia que tornou o tema insuportável ao criar a notícia pela notícia, e não porque existem fatos relevantes para informar. O jogador e seu irmão-empresário ainda alimentam isso tudo, o que está criando uma onda de antipatia entre os torcedores e vai se espalhando a cada dia que isso se prolonga.

Os dirigentes do Palmeiras podem fazer que o clube saia dignamente disso tudo, mas terão que mudar de atitude. Chega de alimentar a imprensa, iludir os torcedores e fazer farra na administração do clube.


Queremos Belluzzo Presidente!

campanha11

Esta campanha é uma iniciativa do blog Cruz de Savóia. Lá você pode conferir a lista completa dos blogs e sites participantes.

belluzzo1


Carta aberta aos dirigentes da Sociedade Esportiva Palmeiras

O site Palestrinos.com conseguiu traduzir em palavras o que muitos palmeirenses estão sentindo nesse fim de ano decepcionante. O Palmeiras Let’s Gol! assina embaixo tudo o que está escrito a seguir:

inform1“Há vitórias que exaltam, outras que corrompem; derrotas que matam, outras que despertam.”

Antoine de Saint-Exupéry

20 de Abril de 2008: “O Palmeiras está classificado para a final do Campeonato Paulista. Jogando dentro de casa, o Verdão não tomou conhecimento do São Paulo e, apesar das dificuldades, venceu por 2 a 0, neste domingo, no Palestra Itália. Rogério Ceni falhou no primeiro gol da partida, em um chute de longa distância de Leo Lima. Valdivia decretou a vitória no fim do segundo tempo, para delírio da torcida alviverde.” (Globoesporte.com).

7 de Dezembro de 2008: “Assim como aconteceu no ano passado, o Palmeiras decepcionou mais uma vez na última rodada do Campeonato Brasileiro. O Verdão perdeu para o Botafogo por 1 a 0, neste domingo, no Palestra Itália. Mas contou com a incompetência do Flamengo, do ex-técnico Caio Júnior, que perdeu para o Atlético-PR por 5 a 3, e garantiu a cobiçada classificação para a Libertadores. O único gol da partida foi marcado por Wellington Paulista.” (Globoesporte.com).

As notícias falam por si só. Cabe a nós entender o que se passou nesses 231 dias. Por que não pudemos reviver as grandes emoções do primeiro semestre no restante da temporada? Podemos classificar esse contraste como “coisas do futebol”? Em nosso entendimento não. Não foi o acaso que nos trouxe até o sofrível final de temporada e a derradeira derrota na última rodada.

Apesar da conquista da vaga na Pré-Libertadores, não podemos nos dar por satisfeitos. Não pelos resultados em si, até porque, esses sim, fazem parte do futebol. Mas sim, pela série de erros e falhas cometidas nesse ínterim. São inegáveis os avanços do Palmeiras ao longo de 2008. Conquistamos um título, há muito tempo desejado, e pudemos sonhar de novo.

Talvez a contundência desta carta e seu significado não sejam bem recebidos por aqueles que, após oito anos, conseguiram alçar o Palmeiras novamente a elite do futebol brasileiro. Porém, não queremos nos limitar a sonhar, assim redigimos esta carta a toda nação alviverde, endereçada aos seus atuais representantes.

O objetivo não é apontar culpados, até porque carregamos parte dessa responsabilidade em nossos ombros, e talvez tenha sido esse nosso maior erro em 2008. Acreditamos que as coisas voltariam ao seu ciclo normal e o Palmeiras poderia, enfim, mitigar a péssima herança da gestão anterior, da qual fomos todos reféns.

Ledo engano, o suposto entulho retrógrado perpassa a antiga administração, talvez sua maior representante. Ele permanece enraizado dentre as estruturas de poder da Sociedade Esportiva Palmeiras, sendo evidenciado nos resultados desportivos dos últimos anos, em nosso estatuto e, principalmente, em grande parte das mentes que circulam por nossas alamedas.

Infelizmente vemos um clube atolado em interesses pessoais e mesquinhos. A atual estrutura política do Palmeiras não condiz com nossa grandeza e os ideais surgidos quando da criação do Palestra Itália.

A começar pela inúmera gama de funcionários, passando por colaboradores e diretores que jogam contra a instituição, graças à falta de credibilidade e postura dos nossos comandantes que são alvo de expiações internas e externas, e não transmitem a grandeza do Palmeiras a ninguém.

A crise moral dos homens se reflete nos seus atos e por conseqüência na instituição. Não há comprometimento. Falta gente que trabalhe para a instituição e com talento para isso. Muito se fala em todas as correntes, mas poucos têm coragem de defender os interesses do clube, quando este realmente precisa.

Há algum tempo as coisas funcionam assim: Você tem talento, então não serve para o Palmeiras. Você pensa, então não serve para o Palmeiras. Você tem conhecimento, então não serve para o Palmeiras, Você ama o Palmeiras, então você é um perigo para o Palmeiras. Logo, o reflexo dessa política da “mediocridade”, se estende em todos os campos de ação do clube.

O clube continua sendo liderado, seja situação ou oposição, pelas mesmas figuras de 20 anos atrás. O estatuto é um grande reflexo de estrutura e mentalidade arcaicas que temem a renovação, que fogem de novas idéias, que inibem qualquer forma de mudança.

Já passamos por uma série de momentos terríveis. Tentaram nos roubar nosso estádio! Tirar nosso nome! Acabar com nosso clube! E cá estamos, autênticos campeões do Século XX. E não achem que nosso sentimento foi alterado por esse título, amamos o clube, e não suas taças somente. Como bem disse Joelmir Beting, todos nós sabemos a verdadeira emoção de ser palmeirense. Um sentimento que se limita à uma única palavra: Palestrinidade.

Por essa razão, exercendo nossa Palestrinidade, em uma comunhão de pensamentos e idéias dentre muitos torcedores da SEP, gostaríamos de expor um balanço final do ano de 2008, que sirva como reflexão e agente catalisador de uma mudança que se faz urgente. Levantamos algumas questões que merecem a devida atenção por parte dos Srs. e que nós, na condição de apaixonados por este clube, agradeceríamos vê-las explicadas:

– Até quando seremos (torcedores e jogadores) obrigados a conviver com disputas políticas no decorrer das competições? Mesmo sendo estas manobras antes condenadas por quem estava de fora. Até quando o Palmeiras será vítima de sua própria gente, de seu próprio sangue?

– O que acontecerá com conselheiros e diretores do Palmeiras que se utilizam de informação privilegiada do clube, e portanto restrita, para se promover e também causar desconfiança e rumores indesejados na atual diretoria, visando única e exclusivamente enfraquecer aqueles que estão no poder para que possam alcançar tão sonhado posto?

– Quais as providências que serão tomadas contra jornalistas que pregam inverdades contra o Palmeiras, como aquele que vende espaço na televisão aberta a ex-mandátario para falar mal do projeto da Arena, às vésperas da eleição que aprovaria sua construção? Ou então a setoristas que, mesmo cobrindo o dia-a-dia do clube, conseguem nutrir um imenso desprezo pela instituição, inventando fatos como agressão á árbitro e roubando sigilosas atas de reuniões internas?

– E quanto a jornalistas que questionam intervenções do Governador, com insinuações maldosas sobre sua relação com a diretoria da SEP? E como reagirão depois de serem classificados como “trouxas” por este jornalista?

inform2

– Como a diretoria da SEP se portará em relação ao STJD no ano de 2009? Órgão este que nos puniu de forma exemplar no campeonato, ao passo que equipes nadam de braçadas em suas decisões controversas?

– Como será o tratamento da diretoria do Palmeiras aos Srs. Dirigentes do clube homônimo a nossa cidade, que não apenas desmereceu nossa casa ao longo do ano (casa esta construída com suor e ardor, à custa exclusivamente da nossa paixão), como insinuaram favorecimentos indevidos em decisões maiores, mesmo sendo de conhecimento geral que tais situações ocorrem normalmente do lado de lá? Continuaremos a lhes sorrir enquanto estes zombam de nós?

– Qual será o plano de gestão para a comissão técnica em 2009, desde as metas estipuladas até a composição do elenco, para não repetirmos os mesmo erros deste ano, quando salvo raras exceções nos tornamos um balcão de negócios para atletas de potencial duvidoso e padrinhos mais duvidosos ainda?

– Qual será o tratamento dado a funcionários, incluem-se jogadores e comissão técnica, que desrespeitam decisões da diretoria e, com base em interesses pessoais, expõem a instituição de forma desnecessária? E quando contradisserem, inclusive com insinuações e insultos, diretores em público?

– Qual o papel da atual diretoria de futebol? A quem responde seus funcionários? Gostaríamos de ter total transparência desta relação que, até aqui, nos pareceu desequilibrada e ilógica.

– Para 2009 podemos nos tranqüilizar e acreditar nas promessas já feitas? Poderemos comprar ingressos para nossos jogos com certa civilidade e com o devido respeito que merecemos?

– Por falar em ingressos, podemos esperar que em 2009 o ingresso valha o espetáculo que justificou seu aumento em 2008 e mais, que possamos ter ressarcido em forma de preços razoáveis o que deixamos de ver neste ano?

– O que aconteceu com o orgulho que existia em vestir essa camisa, visto que no final do ano não foram poucos os casos de atletas do atual elenco que assumiam propostas de fora e até mesmo o desejo de aqui não continuar? Que tipo de atenção daremos a atletas com esse perfil?

– Quando o Palmeiras terá novamente em campo ostentando nosso manto, não apenas 11 atletas, mas sim, 11 guerreiros que conhecem e respeitam nossa magnífica história e por ela lutarão até o final?

– Quem se responsabiliza pelas saídas de Henrique e, principalmente, Valdívia durante a competição, uma vez que foi voz uníssona na diretoria e comissão técnica do clube que tais ações promoveriam a ascensão de outros atletas, além da equalização das dívidas que ainda assim persistem em manter-se em padrões indesejados?

– O que acontece com nossas divisões de base que, ao longo de 2008, só revelaram o zagueiro Maurício? Por que jogadores desconhecidos são constantemente trazidos para integrar nossas times de base, em detrimento de atletas formados ao longo de anos, e com suposta identificação com o clube?

– As 12 contratações feitas desde o final do Paulista eram realmente necessárias? Não tínhamos jogadores no elenco ou nas categorias de base que conseguissem, ao menos, igualar o desempenho de tais aquisições?

– Quando teremos uma série de profissionais capacitados a lidar com órgãos da imprensa, do futebol e outras instâncias relacionadas, a fim de defender o clube com a veemência que nos criticam, mas sem a leviandade que nos acusam? Quando deixaremos de ser reativos nas ações, ao passo que todos os demais são pró-ativos e o prejuízo é claro?

– Como quando anularam um gol legal nosso contra o Figueirense. Ou começamos perdendo graças a erros de arbitragem contra Fluminense e o clube homônimo a cidade. Ou quando uma falta é batida oito metros a frente de onde ocorreu e isso resulta em gol, apenas porque o adversário é temido e joga em casa. Ou mesmo quando vemos árbitros entrarem pressionados por adversários.

– Até quando o Palmeiras encontrará dentro de sua própria agremiação seus maiores inimigos, que de tudo fazem em troca de pequenezas, assim como o caráter que possuem?

– Até quando faltará no Palmeiras exatamente aquilo que forjou nossa identidade, a paixão exclusivamente pelo clube, e não por cargos e carteirinhas que de nada valem para nossa grandeza coletiva?

Quando poderemos finalmente voltar a nos orgulhar daqueles que nos comandam, nem tanto por ações acertadas ou erradas, mas sim, simplesmente, por lutarem por nossos ideais respeitando a paixão que cada torcedor nutre pela SEP.

O Palmeiras é muito maior do que os Srs. que hoje nos comandam. É maior do que cada um que assina esse manifesto. É maior do que cada conselheiro ou diretor que auxilia nas decisões do clube. E por isso, apenas isto, deixamos aqui nosso registro de que as coisas não vão bem como deveriam e poderiam.

Nós, torcedores do Palmeiras, exigimos que atitudes sejam tomadas pelos Srs., pessoas de caráter inquestionável, assim como o amor que nutrem pelo nosso clube. Mas que o façam já, e que 2009 possa resgatar não apenas títulos, mas nosso maior orgulho.

Porque se não o fizerem, nós o faremos.
inform31

Torcida que Canta e Vibra

10 de dezembro 2008


Marcos representa

marcos3Pensei em escrever um texto sobre a polêmica causada pela atitude do Marcos no jogo do último domingo contra o Grêmio onde, faltando 15 minutos para o fim do jogo, ele decidiu sair debaixo das traves e virar um goleiro-atacante.

Mas prefiro deixar registrado por aqui o texto do Felipe Giocondo, do blog Sobre Porcos e Ratos, que tem uma opinião igual a minha e, foi direto ao ponto:

Um palmeirense de chuteiras…

Que me desculpem os amigos da Mídia Palestrina que não concordaram com a atitude de Marcos no jogo contra o Grêmio.

Ali, logo após o gol, eu esperava apenas uma atitude digna da camisa que vestem e quem me presenteou foi Ele, o Santo.

Não esperem que eu seja racional julgando que restavam ainda mais de 15 minutos de jogo. Foda-se. Não havia diferença entre perder ou empatar, não há nada mais frustante do que decepcionar seus torcedores em casa.

Marcos saiu com a bola nos pés, mesmo sendo pouquíssimo habilidoso para isso, mas como que dizendo aos demais atletas que aqui é Palmeiras!

Ano que vem ele estará novamente debaixo das traves, defendendo as cores que sempre amou, enquanto muitos dos vagabundos que se arrastaram em campo estarão procurando vagas na Ásia ou no cú da Europa.

Ele saiu com a bola nos pés para mostrar a gente como Evandro que mesmo sendo medíocre na linha consegue ser mais ameaçador que esse franzino e péssimo meia.

Para Lenny aprender o que é jogar bola, para que Granja e Leandro não durmam satisfeitos com suas performances nojentas.

Para que Martinez entenda o que é subir numa porra de uma bola e pare de pensar em Itália, Corinthians ou o caralho a quatro, como anda fazendo.

Para tudo e mais um pouco, para mostrar aquele engravatado quem realmente pode extrapolar quando o assunto é Palmeiras.

Marcos não é maior que a instituição, mas certamente, a instituição não seria tão grande se não o tivesse como goleiro por tanto tempo.

Quando acabou o jogo tudo o que deveria ter feito era estender a mão direita a Pierre, a esquerda para Gustavo e se retirar, entregando o título para as meninas, porque há pouquíssimo a ser feito agora.

Marcos pode. Quantas vezes quiser e por quanto tempo quiser. Temos não apenas uma dívida com o goleiro salvador, mas principalmente, uma dívida com o homem Marcos.

Porque ele é um palmeirense de chuteiras, como qualquer um de nós gostaríamos de ser.


Censura à Mídia Palestrina – Quem já se manifestou

A censura aplicada ao blog Cruz de Savóia (que está de endereço novo, agora lá no WordPress: http://cruzdesavoia.wordpress.com) pode muito bem acontecer com qualquer outro componente da Mídia Palestrina. Por isso, é importante manifestarmos nossa rejeição a atitude do Blogger, que hospeda diversos outros blogs nossos.

Vejam quem já se posicionou*:

Observatório Verde:
Nota de desagravo ao Cruz de Savóia (adicionado às 19h10 – 10/10/2008)

Forza Palestra – Futebol com alma:
CENSURA À MÍDIA PALESTRINA **

Carcamanos:
Sumiço de blog, empatizinho péssimo e crise de existência

Forza-Palestra / Ademir:
Nota do Cruz de Savóia
Censura
Cruz de Savóia censurado

Cruz de Savóia

Destaco também a solidariedade vinda dos rivais, torcedores do SCCP:

O Mosqueteiro e sua Cachaça:
CENSURA!!!

Chuta que é Macumba!:
Vergonha: censura no Blogger

Esse último, cabe muito bem sua reprodução por aqui:

Vergonha: censura no Blogger

O nosso colega blogueiro Raphael Falavigna sofreu, na última quinta-feira, uma vergonhosa e abominável censura por parte do Blogger, que retirou seu Cruz de Savóia do ar, tratando a página como “blog spam”. Tal justificativa não é válida e pode ser contestada por todos que acessávamos diariamente o endereço. O conteúdo, tal qual o deste espaço e da maioria dos blogues aqui linkados, era apenas combativo. E combatia, em especial, o tenebroso papel da imprensa esportiva em favor do SPFC.Independentemente de amores clubísticos, o mais grave neste caso é perceber que tiraram sumariamente do ar uma página que expõe a sujeira que se instala em diretorias de clubes, gabinetes do poder público e redações de jornais. Podia ser um blogue falando mal do Corinthians, do Palmeiras, do Santos ou do São Paulo, como era o caso. Isso não interessa muito, afinal de contas é sempre bom lembrar que blogue é apenas e tão somente um lugar para que um sujeito externe suas idéias e opiniões com liberdade. Liberdade?Essa arbitrariedade se deu em um espaço relativamente pequeno, se levarmos em conta a audiência. O conteúdo, porém, era rico e embasado, havendo até vídeos comprobatórios do tema debatido. Conclui-se, então, que foi esse conteúdo a causa da censura, provavelmente prejudicial a alguém que deva estar com culpa no cartório e não desejava tal publicidade.O que nos faz chegar ao ponto crucial: a inexistência da liberdade de expressão. Quando se fala mal do zé-povinho, quando se denuncia a carência de valores, quando se mostra as feridas de uma sociedade cada vez mais individualista e mercenária, primeiro recebemos a pecha de esquizofrênicos. Depois, quando a suposta “patologia” não é sanada, cortam o “mal” pela raiz. É a censura pelo poder econômico, em que só vale a publicação daquilo que interessa aos barões da mídia.Vejam: essa defesa pública é feita por um corinthiano e em favor de um blogue palmeirense. O que torna as coisas ainda mais legitimadas. Assim como se legitima tudo aquilo que era mostrado no Cruz de Savóia (os souvenirs de madame, a íntima ligação dos leonores com o governo, qualquer que ele seja, e a tentativa de eliminação dos dois times mais tradicionais e, de certo modo, contestadores).

Apagarem o Cruz de Savóia (assim como apagaram o blogue de Paulo Henrique Amorim no iG) só mostra que a teoria da agenda de destruição é corretíssima. É a prova crucial no processo, embora seja totalmente condenável a atitude. O fim jamais justificará os meios quando se trata de cerceamento da liberdade. De todo modo, quem sabe isso não acorde os incautos para a falácia que é nossa “democracia”.


Censura à Mídia Palestrina

O blog Cruz de Savóia (http://cruzdesavoia.blogspot.com) foi retirado do ar ontem. Ele é um dos blogs que compõem a lista de links e feeds ao lado. O dono do blog, nosso amigo Raphael, explica o motivo alegado pelo provedor do serviço:

Alegaram que a página tinha sinais de “blog-spam” e precisa ser averiguado por “alguém que vai analisar o conteúdo”.

Como já deixei registrado em alguns blogs: é como se te matassem por ser suspeito de um crime, para depois abrir investigação.

Quem já leu algum post do Cruz, sabe que o verdadeiro motivo está longe de ser esse.

Essa situação me fez lembrar de uma música do Gabriel, o Pensador:

Letra da música:

Continue lendo


O público de trinta reais

texto do blog Forza Palestra [ forzapalestra.blogspot.com ]

“Caros” diretores da S.E. Palmeiras,

Tivemos 6.272 pagantes em um Palmeiras x Cruzeiro. Foram oito torcedores a mais do que no jogo anterior, o 1 x 0 contra a Brisa/PR. Descontada a evasão de renda, foi parecido também o borderô de Portuguesa 1 x 1 Palmeiras, no Pacaembu. E pouco antes, no reencontro com a torcida após o título paulista, ficamos na casa dos 10 mil contra o Internacional/RS.

Jogos complicados e provavelmente decisivos. Mereciam mais gente.

Não sei se vocês já tomaram consciência, mas é este o público de R$ 30. É este o torcedor qualificado que vocês querem. E, a bem da verdade, a tal platéia selecionada nem deu as caras. Ontem, a exemplo do que acontecera contra a Brisa/PR, tudo o que tínhamos era uma grande concentração no setor da Mancha, e quase mais nada.

Somos, sinto dizer, os mesmos de antes. Somos os vândalos, marginais e arruaceiros, aquele povo que vocês querem ver longe dos estádios. Somos – também – aquele povo feio que vem de Metrô, e que insiste em superar qualquer desafio para ver o time em campo.

Acontece, “caros” diretores, que é esta a gente que ama o Palmeiras e o futebol. É este o público que estará sempre presente, ainda que em doses homeopáticas se for mantido o preço de R$ 30.

O público qualificado tem mais o que fazer. São Paulo, como se sabe, é uma cidade com atrações aos montes, um pouco mais à noite e em pleno Dia dos Namorados. E o público qualificado não gosta muito de tomar chuva ou de chegar em casa tarde da noite. Tampouco de ir ao estádio no domingo às 18h10 para colocar a bunda no cimento molhado e passar frio.

O público qualificado, isto é certo, vai dar as caras nas rodadas finais, desde que o time tenha chances de brigar pelo título. Porque então tudo muda de figura, e o que era um simples jogo de futebol ganha um caráter de espetáculo, de atração, de evento midiático. É o que deseja o tal público qualificado.

Até lá, “caros” diretores, temos mais 32 longas e extenuantes rodadas. E, sinto dizer, vocês terão de agüentar a horda de sempre, que se vê obrigada a pagar R$ 30 para sustentar a ganância de alguns poucos.

Vocês conseguiram reduzir a nossa média de público de 20 mil para 7 mil em muito pouco tempo. Reverter isso não é nada complicado; basta querer. No entanto, se insistirem no erro, terão de conviver com o estádio vazio, a um ticket médio de R$ 30.