Arquivo do mês: junho 2008

Áudio – Cabal – Rap da Mancha

O rapper Cabal gravou um rap em homenagem à torcida organizada Mancha Verde.
Confira:

Clique aqui para ouvir ou baixar (mp3)

Letra:

É a torcida que canta
Quem manda é a Mancha
Arquibancada levanta
Quem manda é a Mancha
Solta a voz da garganta quando balança a rede
Porque quem manda nessa porra é a Mancha Verde

Eu vo chega, licença aqui, salve Rafa, é nois que ta na quadra ou no Parque Antártica
A mancha manda, canta pro Palmeiras e quem tiver sentado levanta da cadeira

Demorooo…

Pra que eu vô fica na numerada se toda a mulherada tá na arquibancada
Eu vo vê o jogo com a rapaziada e pode taca fogo porque aqui não pega nada
Sangue bom, vem com o Cabal vem vê a tradição do campo ou carnaval
Primeira divisão é grupo especial
Tamo desde o começo e vamo até o final (até o final ta ligado)

Então pare e pense
Qual torcida é o orgulho palmeirense
(MANCHA!)
Faz barulho pro guerreiro Cléo que fez o seu papel e hoje ta no céu

É a torcida que canta
Quem manda é a Mancha
Arquibancada levanta
Quem manda é a Mancha
Solta a voz da garganta quando balança a rede
Porque quem manda nessa porra é a Mancha Verde

ÓÓÓ, não tem tempo ruim para um Manchista
Se não tem ingresso toma o cambista
Desde os tempos do Palestra Itália muita raça esse porco não quer migalha
Gita é gol, grita é campeão
Não da pra gambá
Nem pra bambi não

Na decisão não tem perdão
É so a Mancha gritando parabéns Verdão
Nem melhor, nem pior, apenas diferente
Nosso time é pró você não quer bater de frente

Olha, olha só quanta gente
Debaixo do sol, então claro
A chapa é quente
Você é? Então eu quero vê
Se você realmente sabe o que é
D.U.G. Dignidade, União e Glorias

São nossas historias, são nossas vitórias

É a torcida que canta
Quem manda é a Mancha
Arquibancada levanta
Quem manda é a Mancha
Solta a voz da garganta quando balança a rede…
Porque quem manda nessa porra é a Mancha Verde


O público de trinta reais

texto do blog Forza Palestra [ forzapalestra.blogspot.com ]

“Caros” diretores da S.E. Palmeiras,

Tivemos 6.272 pagantes em um Palmeiras x Cruzeiro. Foram oito torcedores a mais do que no jogo anterior, o 1 x 0 contra a Brisa/PR. Descontada a evasão de renda, foi parecido também o borderô de Portuguesa 1 x 1 Palmeiras, no Pacaembu. E pouco antes, no reencontro com a torcida após o título paulista, ficamos na casa dos 10 mil contra o Internacional/RS.

Jogos complicados e provavelmente decisivos. Mereciam mais gente.

Não sei se vocês já tomaram consciência, mas é este o público de R$ 30. É este o torcedor qualificado que vocês querem. E, a bem da verdade, a tal platéia selecionada nem deu as caras. Ontem, a exemplo do que acontecera contra a Brisa/PR, tudo o que tínhamos era uma grande concentração no setor da Mancha, e quase mais nada.

Somos, sinto dizer, os mesmos de antes. Somos os vândalos, marginais e arruaceiros, aquele povo que vocês querem ver longe dos estádios. Somos – também – aquele povo feio que vem de Metrô, e que insiste em superar qualquer desafio para ver o time em campo.

Acontece, “caros” diretores, que é esta a gente que ama o Palmeiras e o futebol. É este o público que estará sempre presente, ainda que em doses homeopáticas se for mantido o preço de R$ 30.

O público qualificado tem mais o que fazer. São Paulo, como se sabe, é uma cidade com atrações aos montes, um pouco mais à noite e em pleno Dia dos Namorados. E o público qualificado não gosta muito de tomar chuva ou de chegar em casa tarde da noite. Tampouco de ir ao estádio no domingo às 18h10 para colocar a bunda no cimento molhado e passar frio.

O público qualificado, isto é certo, vai dar as caras nas rodadas finais, desde que o time tenha chances de brigar pelo título. Porque então tudo muda de figura, e o que era um simples jogo de futebol ganha um caráter de espetáculo, de atração, de evento midiático. É o que deseja o tal público qualificado.

Até lá, “caros” diretores, temos mais 32 longas e extenuantes rodadas. E, sinto dizer, vocês terão de agüentar a horda de sempre, que se vê obrigada a pagar R$ 30 para sustentar a ganância de alguns poucos.

Vocês conseguiram reduzir a nossa média de público de 20 mil para 7 mil em muito pouco tempo. Reverter isso não é nada complicado; basta querer. No entanto, se insistirem no erro, terão de conviver com o estádio vazio, a um ticket médio de R$ 30.


“Populismo gambá” em edição turbinada

Foi comentada por muitos a transmissão de Sport x Corinthians, a final da Copa do Brasil, por Cléber Machado e equipe. A sensação é que houve uma clara parcialidade em favor de um dos times. Não assisti o 1º tempo do jogo, mas alguns relatos dão conta de que a narração dos gols do Sport não foram dos mais entusiasmados. Percebeu-se também a utilização de diversos números estatísticos, quase sempre favoráveis ao time da marginal. E o pior de tudo, a manipulação do som ambiente do estádio, conforme escreveu Julio Moreira, no site Blue Bus*:

TV Globo falsifica o áudio do futebol para agradar corinthianos

‘Nao pára, nao pára, nao pára!’ Este era o canto da torcida organizada do Corinthians que se ouvia ontem à noite, durante o início da transmissao do jogo pela TV Globo. Pelo menos aqui em Sao Paulo.

Mas veja, o Estádio da Ilha do Retiro tem capacidade para 36 mil pessoas, das quais 35 mil eram torcedores do Sport e apenas 1000 torciam para o Corinthians. Como entao o canto da torcida era corintiano?

Tecnologia e engenharia de som. O áudio foi captado e divido em 3 canais – o do narrador, o da torcida do Corinthians e o geral do estádio. Entao, o diretor técnico aumenta o volume do canal da torcida do Corinthians e diminui o volume geral do estádio. Isto cria no telespectador a falsa idéia de que a torcida no estádio é do Corinthians e ajuda a audiência, aqui em Sao Paulo, onde a maioria da populaçao é corinthiana.

Esta forcinha da técnica durou até o primeiro gol do Sport, pois entao, a esmagadora torcida do Sport foi ao delírio e aí nao houve técnica que ajudasse o torcedor do Timao. Ainda mais depois do segundo gol.

A transmissao do futebol é uma operaçao JORNALISTICA, realizada pelo departamento de jornalismo esportivo. Nao se pode falsear o áudio do estádio. Nao é ficçao, nao é dramaturgia. É jornalismo.

A TV Globo foi convidada pelo Comitê Gestor das Olimpíadas de Pequim para gerar as imagens do Volei de Praia. Este convite foi feito pela sua reconhecida competência técnica. Nao pode, ou melhor, nao deve, colocar em risco este reconhecimento para turbinar a audiência de um jogo. É pequeno, nao precisa.

* O Blue Bus [ www.bluebus.com.br ] é um site especializado em mídia.
Agradecimentos ao autor por ceder este artigo ao Palmeiras Let’s Gol!


15 anos do inesquecível 12 de junho de 1993

A emoção é grande, não sei o que dizer. Então, deixarei que as imagens falem por mim.
* Reparem nas embaixadinhas, não me lembrava delas:


PALMEIRAS – CAMPEÃO CAMPEONATO PAULISTA 1993

Ficha técnica:

Palmeiras 4 x 0 Corinthians
Data: 12/06/93
Local: Morumbi
Juiz: José Aparecido de Oliveira
Renda: Cr$ 18.154.000.000,00
Público: 104.401 pagantes
Gols: Zinho (36/1T), Evair (29/2T), Edilson (38/2T), Evair (10/1T da prorrogação)

Palmeiras: Sérgio, Mazinho, Antônio Carlos, Tonhão, Roberto Carlos, César Sampaio, Daniel, Edílson (Jean Carlo), Zinho, Edmundo, Evair (Alexandre Rosa). Técnico: Wanderley Luxemburgo.

Corinthians: Ronaldo, Leandro, Marcelo, Henrique, Ricardo, Marcelinho Paulista, Ezequiel, Neto, Paulo Sérgio, Viola, Adil (Tupãzinho) (Wilson). Técnico: Nelsinho Batista

Regulamento:

Todos contra todos em dois turnos. Os oito primeiros se classificam para fase semifinal e se dividem em dois grupos de quatro. Todos jogam entre si nos grupos em turno e returno, classificando-se para a final a melhor equipe de cada grupo. Na final, partidas de ida e volta para apurar o campeão da competição.

Campanha:

Pontos: 72
Jogos: 38
Vitórias: 26
Empates: 06
Derrotas: 06
Gols Pró: 72
Gols Contra: 30
Saldo de Gols: 42

Jogos do Campeonato:

1º Turno
Palmeiras 2 x 1 Marília – Evair, César Sampaio
Palmeiras 2 x 0 Xv de Piracicaba – Evair (2)
Palmeiras 2 x 2 Rio Branco – Evair (2)
Palmeiras 3 x 1 Santos – Zinho, Edmundo, Evair
Palmeiras 2 x 2 Ponte Preta – Jean Carlo, Evair
Palmeiras 2 x 0 Corinthians – Edmundo, Daniel Frasson
Palmeiras 2 x 2 Mogi Mirim – Evair (2)
Palmeiras 1 x 1 União São João – Zinho
Palmeiras 4 x 0 Portuguesa – Edmundo, Edilson, Evair, Zinho
Palmeiras 3 x 1 Ituano – Evair, Edílson (2)
Palmeiras 3 x 1 Guarani – Roberto Carlos, Antonio Carlos, Edinho Baiano
Palmeiras 0 x 1 Bragantino – –
Palmeiras 4 x 1 Juventus – César Sampaio, Roberto Carlos, Zinho (2)
Palmeiras 0 x 0 São Paulo – –
Palmeiras 0 x 0 Noroeste – –

2º Turno
Palmeiras 1 x 2 Juventus – Evair
Palmeiras 2 x 0 Bragantino – Roberto Carlos, Evair
Palmeiras 3 x 1 Marília – Zinho, Edílson, Maurílio
Palmeiras 1 x 0 Noroeste – César Sampaio
Palmeiras 2 x 1 Santos – Evair, Edílson
Palmeiras 1 x 0 Ponte Preta – Evair
Palmeiras 2 x 1 Portuguesa – Evair, Edílson
Palmeiras 1 x 2 Mogi Mirim – Jean Carlo
Palmeiras 0 x 2 São Paulo – –
Palmeiras 2 x 1 Rio Branco – Zinho, Maurílio
Palmeiras 2 x 0 Ituano – Jean Carlo, Edmundo
Palmeiras 3 x 0 Guarani – Antonio Carlos, Edmundo, Zinho
Palmeiras 0 x 3 Corinthians – –
Palmeiras 1 x 0 União São João – Edílson
Palmeiras 2 x 1 Xv de Piracicaba – Edmundo, Edílson

Semifinal
Palmeiras 6 x 1 Rio Branco – Soares, Roberto Carlos, Maurilio (2), Edmundo (2)
Palmeiras 2 x 0 Guarani – Edílson, Edmundo
Palmeiras 1 x 0 Ferroviária – Edmundo
Palmeiras 1 x 0 Guarani – Mazinho
Palmeiras 1 x 0 Rio Branco – Jean Carlo
Palmeiras 4 x 1 Ferroviária – Edmundo, César Sampaio, Edílson, Jéfferson

Final
Palmeiras 0 x 1 Corinthians – –
Palmeiras 4 x 0 Corinthians – Zinho, Edílson, Evair (2)

Crédito para as informações: site Palmeiras On Line


Áudio – Abertura do programa “Paixão Alviverde”


O programa Paixão Alviverde está no ar desde o dia 19 de junho de 1995, para falar da Sociedade Esportiva Palmeiras, à todos os Palmeirenses sedentos de notícias de seu time, que não encontra na mídia o respeito, valor e espaço que mereçe.

Sintonize a Rádio Imprensa FM, 102,5MHz todas as segundas-feiras, das 21h00 às 22h00.

Uma das aberturas do programa foi criada pelo guitarrista Marcos Kleine. E é exatamente essa que você poderá baixar logo abaixo.

Clique aqui para fazer o download (mp3)


Como espantar o torcedor

Após quatro partidas pelo Campeonato Brasileiro, o ambiente que tinha tudo para ser o melhor possível após o título paulista, numa comunhão de time e torcida em busca do título do Campeonato Brasileiro, o mais importante do ano, está sendo destruído, graças as últimas decisões da diretoria que envolvem diretamente a torcida que comparece ao estádio.


Palestra Itália num dia de pouco público

Vamos tomar como exemplo o jogo de ontem: Palmeiras x Atlético-PR, no estádio Palestra Itália.

A jornada do torcedor já começa com um obstáculo bastante inconveniente, que é o horário do jogo: 18h10min em pleno domingo.

Para quem não mora perto do estádio, o jogo se torna praticamente a última coisa que se fará no dia, já que terminará por volta das 20h. Para retornar até sua casa, esse torcedor levará 1 hora ou mais no percurso, de acordo com a distância. Como o torcedor que comparece, provavelmente trabalha ou estuda no dia seguinte, para poder pagar os preços aburdos dos ingressos, normalmente terá de acordar cedinho no dia seguinte. Então a única saída é chegar em casa e cair na cama. Além disso, é muito melhor assistir o jogo com luz natural, em que comumente temos o bom e velho sol para esquentar a tarde (é claro que ontem não foi o caso).

E não bastasse os clubes se sujeitarem a esses horários criminosos que a televisão impõe, agora estamos em frente a uma barreira difícil de transpor: o preço abusivo (e burro) das entradas, onde uma arquibancada custa 30 reais, uma das mais caras do país. E é claro que a torcida protestou mais uma vez.

Nem é preciso explicar o porque de ser um preço ‘burro’, basta reparar nos públicos das três partidas que ocorreram na cidade de São Paulo durante o campeonato:

  • contra o Inter/RS, onde compareceram 10.000 pessoas. A diretoria extrapolou nos preços colocando a arquibancada a R$40,00, e falou abertamente que era uma tentativa de ‘selecionar‘ o público das partidas.
  • no Pacaembu, contra a Portuguesa, onde foi divulgado um público pagante de pouco mais de 6.000 pessoas. Só que como houve a ‘quebra’ de algumas catracas, ‘não conseguiram’ contar corretamente. Então, pelo visual, podemos estimar o público em mais ou menos 10.000 torcedores.
  • o terceiro e último jogo na capital foi o de ontem, e é claro que não podemos ignorar que o frio e a chuva que dominou o fim de semana espantaram o torcedor. Mas se o dia estivesse aberto, com esses preços não acho que passaria dos 15.000 pagantes, o que seria muito pouco se compararmos a qualidades dos times desse ano e o do ano passado, que frequentemente levava mais de 23.000 pessoas ao Palestra.

Eu tenho uma opinião, da qual muitos concordam, de que uma torcida de futebol é muito mais do que simples expectadores que observam a partida. A ajuda que ela dá não é somente com a grana da renda. Um estádio lotado cria um clima totalmente diferente. Uma torcida que canta alto motiva os jogadores e abafa alguns (não são todos) chatos da numerada (e alguns da própria arquibancada) que só sabem criticar e vaiar, o que deixa os jogadores inseguros. Será que num Pacaembu lotado e empurrando o time para a vitória, os jogadores seriam tão displicentes quanto foram no jogo contra a Portuguesa?


O Palestra como deve ser

É por tudo isso, que são inadmissíveis os públicos dos últimos jogos do Palmeiras. É obrigação da diretoria propiciar as situações adequadas para que a torcida lote o estádio em todos os jogos. Mas parece que isso é pedir muito, então que pelo menos revejam essa política de preços, que está prejudicando o clube no que se refere às rendas dos jogos.