Arquivo da tag: Torcida

Foto Panorâmica – Estádio Palestra Itália | Palmeiras 3×2 Internacional – Brasileirão 2005

Mais uma bela foto panorâmica do Dom, da Savóia.

Dessa vez o que rolava em campo era um  jogaço de bola contra a equipe do Internacional de Porto Alegre, em que vencemos por três gols a dois.

Essa foi feita de um outro ângulo, lá do fundão da arquibancada.

Essa foto tem detalhes interessantes. Reparem que o símbolo do Palmeiras atrás do gol era aquele todo verde, fora do padrão correto, que ficou bons anos por lá. O setor das cadeiras cinzas ainda não existia. E a área das numeradas estava tomada pelas lindas bandeiras dos antigos ídolos.

pan-sepxint2005

Clique na imagem para ampliar


Foto Panorâmica – Estádio Palestra Itália | Palmeiras 3×2 Fluminense – Brasileirão 2005

Último jogo do Campeonato Brasileiro 2005. O Palmeiras, num Palestra Itália lotado e com uma torcida enlouquecida, conquista a vaga para a Libertadores do ano seguinte.

E o Dom, da torcida Acadêmicos da Savóia, fez esse belo registro.

pan-sepxflu2005-th

Clique na imagem para ampliar

Alguns pontos a destacar:

  • Parece que a foto é do início da partida, pois havia muita gente chegando pelos corredores ou se acomodando nas arquibancadas;
  • Até um maluquinho dando uma baforada foi captado;
  • Cada time tem 12 jogadores em campo (!)

Mas essa esquisitice tem uma explicação: uma foto panorâmica é um conjunto de várias fotos tiradas em sequência. E como elas não são feitas ao mesmo tempo, os jogadores que estavam num lado do campo na primeira foto, na segunda já podem ter mudado de posição. Então, é comum acontecerem anomalias desse tipo.


Carta aberta aos dirigentes da Sociedade Esportiva Palmeiras

O site Palestrinos.com conseguiu traduzir em palavras o que muitos palmeirenses estão sentindo nesse fim de ano decepcionante. O Palmeiras Let’s Gol! assina embaixo tudo o que está escrito a seguir:

inform1“Há vitórias que exaltam, outras que corrompem; derrotas que matam, outras que despertam.”

Antoine de Saint-Exupéry

20 de Abril de 2008: “O Palmeiras está classificado para a final do Campeonato Paulista. Jogando dentro de casa, o Verdão não tomou conhecimento do São Paulo e, apesar das dificuldades, venceu por 2 a 0, neste domingo, no Palestra Itália. Rogério Ceni falhou no primeiro gol da partida, em um chute de longa distância de Leo Lima. Valdivia decretou a vitória no fim do segundo tempo, para delírio da torcida alviverde.” (Globoesporte.com).

7 de Dezembro de 2008: “Assim como aconteceu no ano passado, o Palmeiras decepcionou mais uma vez na última rodada do Campeonato Brasileiro. O Verdão perdeu para o Botafogo por 1 a 0, neste domingo, no Palestra Itália. Mas contou com a incompetência do Flamengo, do ex-técnico Caio Júnior, que perdeu para o Atlético-PR por 5 a 3, e garantiu a cobiçada classificação para a Libertadores. O único gol da partida foi marcado por Wellington Paulista.” (Globoesporte.com).

As notícias falam por si só. Cabe a nós entender o que se passou nesses 231 dias. Por que não pudemos reviver as grandes emoções do primeiro semestre no restante da temporada? Podemos classificar esse contraste como “coisas do futebol”? Em nosso entendimento não. Não foi o acaso que nos trouxe até o sofrível final de temporada e a derradeira derrota na última rodada.

Apesar da conquista da vaga na Pré-Libertadores, não podemos nos dar por satisfeitos. Não pelos resultados em si, até porque, esses sim, fazem parte do futebol. Mas sim, pela série de erros e falhas cometidas nesse ínterim. São inegáveis os avanços do Palmeiras ao longo de 2008. Conquistamos um título, há muito tempo desejado, e pudemos sonhar de novo.

Talvez a contundência desta carta e seu significado não sejam bem recebidos por aqueles que, após oito anos, conseguiram alçar o Palmeiras novamente a elite do futebol brasileiro. Porém, não queremos nos limitar a sonhar, assim redigimos esta carta a toda nação alviverde, endereçada aos seus atuais representantes.

O objetivo não é apontar culpados, até porque carregamos parte dessa responsabilidade em nossos ombros, e talvez tenha sido esse nosso maior erro em 2008. Acreditamos que as coisas voltariam ao seu ciclo normal e o Palmeiras poderia, enfim, mitigar a péssima herança da gestão anterior, da qual fomos todos reféns.

Ledo engano, o suposto entulho retrógrado perpassa a antiga administração, talvez sua maior representante. Ele permanece enraizado dentre as estruturas de poder da Sociedade Esportiva Palmeiras, sendo evidenciado nos resultados desportivos dos últimos anos, em nosso estatuto e, principalmente, em grande parte das mentes que circulam por nossas alamedas.

Infelizmente vemos um clube atolado em interesses pessoais e mesquinhos. A atual estrutura política do Palmeiras não condiz com nossa grandeza e os ideais surgidos quando da criação do Palestra Itália.

A começar pela inúmera gama de funcionários, passando por colaboradores e diretores que jogam contra a instituição, graças à falta de credibilidade e postura dos nossos comandantes que são alvo de expiações internas e externas, e não transmitem a grandeza do Palmeiras a ninguém.

A crise moral dos homens se reflete nos seus atos e por conseqüência na instituição. Não há comprometimento. Falta gente que trabalhe para a instituição e com talento para isso. Muito se fala em todas as correntes, mas poucos têm coragem de defender os interesses do clube, quando este realmente precisa.

Há algum tempo as coisas funcionam assim: Você tem talento, então não serve para o Palmeiras. Você pensa, então não serve para o Palmeiras. Você tem conhecimento, então não serve para o Palmeiras, Você ama o Palmeiras, então você é um perigo para o Palmeiras. Logo, o reflexo dessa política da “mediocridade”, se estende em todos os campos de ação do clube.

O clube continua sendo liderado, seja situação ou oposição, pelas mesmas figuras de 20 anos atrás. O estatuto é um grande reflexo de estrutura e mentalidade arcaicas que temem a renovação, que fogem de novas idéias, que inibem qualquer forma de mudança.

Já passamos por uma série de momentos terríveis. Tentaram nos roubar nosso estádio! Tirar nosso nome! Acabar com nosso clube! E cá estamos, autênticos campeões do Século XX. E não achem que nosso sentimento foi alterado por esse título, amamos o clube, e não suas taças somente. Como bem disse Joelmir Beting, todos nós sabemos a verdadeira emoção de ser palmeirense. Um sentimento que se limita à uma única palavra: Palestrinidade.

Por essa razão, exercendo nossa Palestrinidade, em uma comunhão de pensamentos e idéias dentre muitos torcedores da SEP, gostaríamos de expor um balanço final do ano de 2008, que sirva como reflexão e agente catalisador de uma mudança que se faz urgente. Levantamos algumas questões que merecem a devida atenção por parte dos Srs. e que nós, na condição de apaixonados por este clube, agradeceríamos vê-las explicadas:

- Até quando seremos (torcedores e jogadores) obrigados a conviver com disputas políticas no decorrer das competições? Mesmo sendo estas manobras antes condenadas por quem estava de fora. Até quando o Palmeiras será vítima de sua própria gente, de seu próprio sangue?

- O que acontecerá com conselheiros e diretores do Palmeiras que se utilizam de informação privilegiada do clube, e portanto restrita, para se promover e também causar desconfiança e rumores indesejados na atual diretoria, visando única e exclusivamente enfraquecer aqueles que estão no poder para que possam alcançar tão sonhado posto?

- Quais as providências que serão tomadas contra jornalistas que pregam inverdades contra o Palmeiras, como aquele que vende espaço na televisão aberta a ex-mandátario para falar mal do projeto da Arena, às vésperas da eleição que aprovaria sua construção? Ou então a setoristas que, mesmo cobrindo o dia-a-dia do clube, conseguem nutrir um imenso desprezo pela instituição, inventando fatos como agressão á árbitro e roubando sigilosas atas de reuniões internas?

- E quanto a jornalistas que questionam intervenções do Governador, com insinuações maldosas sobre sua relação com a diretoria da SEP? E como reagirão depois de serem classificados como “trouxas” por este jornalista?

inform2

- Como a diretoria da SEP se portará em relação ao STJD no ano de 2009? Órgão este que nos puniu de forma exemplar no campeonato, ao passo que equipes nadam de braçadas em suas decisões controversas?

- Como será o tratamento da diretoria do Palmeiras aos Srs. Dirigentes do clube homônimo a nossa cidade, que não apenas desmereceu nossa casa ao longo do ano (casa esta construída com suor e ardor, à custa exclusivamente da nossa paixão), como insinuaram favorecimentos indevidos em decisões maiores, mesmo sendo de conhecimento geral que tais situações ocorrem normalmente do lado de lá? Continuaremos a lhes sorrir enquanto estes zombam de nós?

- Qual será o plano de gestão para a comissão técnica em 2009, desde as metas estipuladas até a composição do elenco, para não repetirmos os mesmo erros deste ano, quando salvo raras exceções nos tornamos um balcão de negócios para atletas de potencial duvidoso e padrinhos mais duvidosos ainda?

- Qual será o tratamento dado a funcionários, incluem-se jogadores e comissão técnica, que desrespeitam decisões da diretoria e, com base em interesses pessoais, expõem a instituição de forma desnecessária? E quando contradisserem, inclusive com insinuações e insultos, diretores em público?

- Qual o papel da atual diretoria de futebol? A quem responde seus funcionários? Gostaríamos de ter total transparência desta relação que, até aqui, nos pareceu desequilibrada e ilógica.

- Para 2009 podemos nos tranqüilizar e acreditar nas promessas já feitas? Poderemos comprar ingressos para nossos jogos com certa civilidade e com o devido respeito que merecemos?

- Por falar em ingressos, podemos esperar que em 2009 o ingresso valha o espetáculo que justificou seu aumento em 2008 e mais, que possamos ter ressarcido em forma de preços razoáveis o que deixamos de ver neste ano?

- O que aconteceu com o orgulho que existia em vestir essa camisa, visto que no final do ano não foram poucos os casos de atletas do atual elenco que assumiam propostas de fora e até mesmo o desejo de aqui não continuar? Que tipo de atenção daremos a atletas com esse perfil?

- Quando o Palmeiras terá novamente em campo ostentando nosso manto, não apenas 11 atletas, mas sim, 11 guerreiros que conhecem e respeitam nossa magnífica história e por ela lutarão até o final?

- Quem se responsabiliza pelas saídas de Henrique e, principalmente, Valdívia durante a competição, uma vez que foi voz uníssona na diretoria e comissão técnica do clube que tais ações promoveriam a ascensão de outros atletas, além da equalização das dívidas que ainda assim persistem em manter-se em padrões indesejados?

- O que acontece com nossas divisões de base que, ao longo de 2008, só revelaram o zagueiro Maurício? Por que jogadores desconhecidos são constantemente trazidos para integrar nossas times de base, em detrimento de atletas formados ao longo de anos, e com suposta identificação com o clube?

- As 12 contratações feitas desde o final do Paulista eram realmente necessárias? Não tínhamos jogadores no elenco ou nas categorias de base que conseguissem, ao menos, igualar o desempenho de tais aquisições?

- Quando teremos uma série de profissionais capacitados a lidar com órgãos da imprensa, do futebol e outras instâncias relacionadas, a fim de defender o clube com a veemência que nos criticam, mas sem a leviandade que nos acusam? Quando deixaremos de ser reativos nas ações, ao passo que todos os demais são pró-ativos e o prejuízo é claro?

- Como quando anularam um gol legal nosso contra o Figueirense. Ou começamos perdendo graças a erros de arbitragem contra Fluminense e o clube homônimo a cidade. Ou quando uma falta é batida oito metros a frente de onde ocorreu e isso resulta em gol, apenas porque o adversário é temido e joga em casa. Ou mesmo quando vemos árbitros entrarem pressionados por adversários.

- Até quando o Palmeiras encontrará dentro de sua própria agremiação seus maiores inimigos, que de tudo fazem em troca de pequenezas, assim como o caráter que possuem?

- Até quando faltará no Palmeiras exatamente aquilo que forjou nossa identidade, a paixão exclusivamente pelo clube, e não por cargos e carteirinhas que de nada valem para nossa grandeza coletiva?

Quando poderemos finalmente voltar a nos orgulhar daqueles que nos comandam, nem tanto por ações acertadas ou erradas, mas sim, simplesmente, por lutarem por nossos ideais respeitando a paixão que cada torcedor nutre pela SEP.

O Palmeiras é muito maior do que os Srs. que hoje nos comandam. É maior do que cada um que assina esse manifesto. É maior do que cada conselheiro ou diretor que auxilia nas decisões do clube. E por isso, apenas isto, deixamos aqui nosso registro de que as coisas não vão bem como deveriam e poderiam.

Nós, torcedores do Palmeiras, exigimos que atitudes sejam tomadas pelos Srs., pessoas de caráter inquestionável, assim como o amor que nutrem pelo nosso clube. Mas que o façam já, e que 2009 possa resgatar não apenas títulos, mas nosso maior orgulho.

Porque se não o fizerem, nós o faremos.
inform31

Torcida que Canta e Vibra

10 de dezembro 2008


Marcos representa

marcos3Pensei em escrever um texto sobre a polêmica causada pela atitude do Marcos no jogo do último domingo contra o Grêmio onde, faltando 15 minutos para o fim do jogo, ele decidiu sair debaixo das traves e virar um goleiro-atacante.

Mas prefiro deixar registrado por aqui o texto do Felipe Giocondo, do blog Sobre Porcos e Ratos, que tem uma opinião igual a minha e, foi direto ao ponto:

Um palmeirense de chuteiras…

Que me desculpem os amigos da Mídia Palestrina que não concordaram com a atitude de Marcos no jogo contra o Grêmio.

Ali, logo após o gol, eu esperava apenas uma atitude digna da camisa que vestem e quem me presenteou foi Ele, o Santo.

Não esperem que eu seja racional julgando que restavam ainda mais de 15 minutos de jogo. Foda-se. Não havia diferença entre perder ou empatar, não há nada mais frustante do que decepcionar seus torcedores em casa.

Marcos saiu com a bola nos pés, mesmo sendo pouquíssimo habilidoso para isso, mas como que dizendo aos demais atletas que aqui é Palmeiras!

Ano que vem ele estará novamente debaixo das traves, defendendo as cores que sempre amou, enquanto muitos dos vagabundos que se arrastaram em campo estarão procurando vagas na Ásia ou no cú da Europa.

Ele saiu com a bola nos pés para mostrar a gente como Evandro que mesmo sendo medíocre na linha consegue ser mais ameaçador que esse franzino e péssimo meia.

Para Lenny aprender o que é jogar bola, para que Granja e Leandro não durmam satisfeitos com suas performances nojentas.

Para que Martinez entenda o que é subir numa porra de uma bola e pare de pensar em Itália, Corinthians ou o caralho a quatro, como anda fazendo.

Para tudo e mais um pouco, para mostrar aquele engravatado quem realmente pode extrapolar quando o assunto é Palmeiras.

Marcos não é maior que a instituição, mas certamente, a instituição não seria tão grande se não o tivesse como goleiro por tanto tempo.

Quando acabou o jogo tudo o que deveria ter feito era estender a mão direita a Pierre, a esquerda para Gustavo e se retirar, entregando o título para as meninas, porque há pouquíssimo a ser feito agora.

Marcos pode. Quantas vezes quiser e por quanto tempo quiser. Temos não apenas uma dívida com o goleiro salvador, mas principalmente, uma dívida com o homem Marcos.

Porque ele é um palmeirense de chuteiras, como qualquer um de nós gostaríamos de ser.


Áudio – Rap da Mancha – Mano Zóio e Lady K – Dignidade, União e Glórias

Mais um rap em homenagem à torcida organizada Mancha Alvi Verde. De Mano Zóio e Lady K, essa música veio antes do conhecido rap da Mancha do Cabal e também tem um estilo diferente. Enquanto os dois contam a história da torcida de uma forma mais séria, Cabal faz uma linha mais provocativa e impactante.

Clique aqui para ouvir ou baixar (mp3)

Por incentivo de Paulo Serdan, um dos manchistas mais conhecidos da torcida palmeirense, Mano Zóio e Lady K formaram em 2000 o grupo 3D Hip Hop. O primeiro disco deles se chama “Nem tudo que parece ser…é!”.

Letra:

Continuar lendo


Vem aí, TSUNAMI VERDE 2008 [ 3º ANO ]

Amigos de sangue verde,

É chegada a hora do TSUNAMI VERDE. 26/08/2008 a Sociedade Esportiva Palmeiras completará 94 anos de uma história recheada de conquistas, luta, preconceito e muita determinação e pioneirismo. Como resultado, os “italianinhos” trasformaram o Palestra Itália, no Palmeiras, o campeão do século XX.

Esse momento mais uma vez não passará em branco; Passará em VERDE E BRANCO!! Numa terça feira, chova ou faça o sol, a TSUNAMI VERDE 2008 mais uma vez tomará as ruas de São Paulo e do mundo, com os palmeirenses desfilando seu orgulho e mostrando aos incrédulos mais uma vez o poder, o orgulho e a determinação desta que, sem dúvida alguma, é a mais passional das torcidas. É a torcida que canta e vibra esfregando na cara de todos o nosso maior patrimônio: A camisa do Palmeiras!

Vamos todos mais uma vez sair às ruas vestindo nosso manto sagrado, como já fizemos em 2006 e 2007 e mostrar o quanto nós somos diferentes, pioneiros, assim como nosso Verdão. Somos milhões e vamos mais uma vez inundar as ruas de camisas do Verdão, mostrando porque somos uma Sociedade enquanto os outros são apenas clubes.

26 de agosto será uma terça feira, mas não importa. Desta vez não vamos acabar com o final de semana de praia dos infelizes;vamos acabar com o dia de trabalho deles! Senão puder vestir durante o expediente, vista na academia, vista no caminho do trabalho, vista na faculdade, no colégio, no metrô, no ônibus, vista no happy hour ou na balada! é aniversário do Palmeiras e tenho certeza que você palmeirense de sangue verde não vai deixar passar em branco! Vai passar em VERDE E BRANCO, vestindo a camisa do Palmeiras e deixando o mundo ver o que é ser palmeirense.

Vista a camisa desde já e espalhe a notícia. Vamos repetir o trabalho dos anos anteriores e divulgar a campanha no boca a boca, no Orkut, nos blogs e sites, entre os amigos e familiares, nos jornais e onde mais for possível. Tenho certeza que assim como nos anos anteriores, o Palmeiras também encampará a campanha, unindo time, diretoria e torcida numa só massa. É assim que o TSUNAMI começa; uma pequena marola em auto mar, que vai crescendo e chega gigante arrasando tudo. E assim será no dia 26.

“Scoppia che la vittoria è nostra”

Marcelo Santa Vicca *

* Marcelo Santa Vicca é o idealizador do Tsunami Verde. Ele lançou sua idéia numa lista de e-mails em 2006, e rapidamente ela foi se alastrando e ganhando apoio de torcedores através de fóruns de discussão e sites palmeirenses na Internet, chegando a atingir até mesmo a grande mídia.


O público de trinta reais

texto do blog Forza Palestra [ forzapalestra.blogspot.com ]

“Caros” diretores da S.E. Palmeiras,

Tivemos 6.272 pagantes em um Palmeiras x Cruzeiro. Foram oito torcedores a mais do que no jogo anterior, o 1 x 0 contra a Brisa/PR. Descontada a evasão de renda, foi parecido também o borderô de Portuguesa 1 x 1 Palmeiras, no Pacaembu. E pouco antes, no reencontro com a torcida após o título paulista, ficamos na casa dos 10 mil contra o Internacional/RS.

Jogos complicados e provavelmente decisivos. Mereciam mais gente.

Não sei se vocês já tomaram consciência, mas é este o público de R$ 30. É este o torcedor qualificado que vocês querem. E, a bem da verdade, a tal platéia selecionada nem deu as caras. Ontem, a exemplo do que acontecera contra a Brisa/PR, tudo o que tínhamos era uma grande concentração no setor da Mancha, e quase mais nada.

Somos, sinto dizer, os mesmos de antes. Somos os vândalos, marginais e arruaceiros, aquele povo que vocês querem ver longe dos estádios. Somos – também – aquele povo feio que vem de Metrô, e que insiste em superar qualquer desafio para ver o time em campo.

Acontece, “caros” diretores, que é esta a gente que ama o Palmeiras e o futebol. É este o público que estará sempre presente, ainda que em doses homeopáticas se for mantido o preço de R$ 30.

O público qualificado tem mais o que fazer. São Paulo, como se sabe, é uma cidade com atrações aos montes, um pouco mais à noite e em pleno Dia dos Namorados. E o público qualificado não gosta muito de tomar chuva ou de chegar em casa tarde da noite. Tampouco de ir ao estádio no domingo às 18h10 para colocar a bunda no cimento molhado e passar frio.

O público qualificado, isto é certo, vai dar as caras nas rodadas finais, desde que o time tenha chances de brigar pelo título. Porque então tudo muda de figura, e o que era um simples jogo de futebol ganha um caráter de espetáculo, de atração, de evento midiático. É o que deseja o tal público qualificado.

Até lá, “caros” diretores, temos mais 32 longas e extenuantes rodadas. E, sinto dizer, vocês terão de agüentar a horda de sempre, que se vê obrigada a pagar R$ 30 para sustentar a ganância de alguns poucos.

Vocês conseguiram reduzir a nossa média de público de 20 mil para 7 mil em muito pouco tempo. Reverter isso não é nada complicado; basta querer. No entanto, se insistirem no erro, terão de conviver com o estádio vazio, a um ticket médio de R$ 30.


Como espantar o torcedor

Após quatro partidas pelo Campeonato Brasileiro, o ambiente que tinha tudo para ser o melhor possível após o título paulista, numa comunhão de time e torcida em busca do título do Campeonato Brasileiro, o mais importante do ano, está sendo destruído, graças as últimas decisões da diretoria que envolvem diretamente a torcida que comparece ao estádio.


Palestra Itália num dia de pouco público

Vamos tomar como exemplo o jogo de ontem: Palmeiras x Atlético-PR, no estádio Palestra Itália.

A jornada do torcedor já começa com um obstáculo bastante inconveniente, que é o horário do jogo: 18h10min em pleno domingo.

Para quem não mora perto do estádio, o jogo se torna praticamente a última coisa que se fará no dia, já que terminará por volta das 20h. Para retornar até sua casa, esse torcedor levará 1 hora ou mais no percurso, de acordo com a distância. Como o torcedor que comparece, provavelmente trabalha ou estuda no dia seguinte, para poder pagar os preços aburdos dos ingressos, normalmente terá de acordar cedinho no dia seguinte. Então a única saída é chegar em casa e cair na cama. Além disso, é muito melhor assistir o jogo com luz natural, em que comumente temos o bom e velho sol para esquentar a tarde (é claro que ontem não foi o caso).

E não bastasse os clubes se sujeitarem a esses horários criminosos que a televisão impõe, agora estamos em frente a uma barreira difícil de transpor: o preço abusivo (e burro) das entradas, onde uma arquibancada custa 30 reais, uma das mais caras do país. E é claro que a torcida protestou mais uma vez.

Nem é preciso explicar o porque de ser um preço ‘burro’, basta reparar nos públicos das três partidas que ocorreram na cidade de São Paulo durante o campeonato:

  • contra o Inter/RS, onde compareceram 10.000 pessoas. A diretoria extrapolou nos preços colocando a arquibancada a R$40,00, e falou abertamente que era uma tentativa de ’selecionar‘ o público das partidas.
  • no Pacaembu, contra a Portuguesa, onde foi divulgado um público pagante de pouco mais de 6.000 pessoas. Só que como houve a ‘quebra’ de algumas catracas, ’não conseguiram’ contar corretamente. Então, pelo visual, podemos estimar o público em mais ou menos 10.000 torcedores.
  • o terceiro e último jogo na capital foi o de ontem, e é claro que não podemos ignorar que o frio e a chuva que dominou o fim de semana espantaram o torcedor. Mas se o dia estivesse aberto, com esses preços não acho que passaria dos 15.000 pagantes, o que seria muito pouco se compararmos a qualidades dos times desse ano e o do ano passado, que frequentemente levava mais de 23.000 pessoas ao Palestra.

Eu tenho uma opinião, da qual muitos concordam, de que uma torcida de futebol é muito mais do que simples expectadores que observam a partida. A ajuda que ela dá não é somente com a grana da renda. Um estádio lotado cria um clima totalmente diferente. Uma torcida que canta alto motiva os jogadores e abafa alguns (não são todos) chatos da numerada (e alguns da própria arquibancada) que só sabem criticar e vaiar, o que deixa os jogadores inseguros. Será que num Pacaembu lotado e empurrando o time para a vitória, os jogadores seriam tão displicentes quanto foram no jogo contra a Portuguesa?


O Palestra como deve ser

É por tudo isso, que são inadmissíveis os públicos dos últimos jogos do Palmeiras. É obrigação da diretoria propiciar as situações adequadas para que a torcida lote o estádio em todos os jogos. Mas parece que isso é pedir muito, então que pelo menos revejam essa política de preços, que está prejudicando o clube no que se refere às rendas dos jogos.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.