
Esta campanha é uma iniciativa do blog Cruz de Savóia. Lá você pode conferir a lista completa dos blogs e sites participantes.

Publicado por Rafael em 22 Dez 2008

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Enviado em Mídia Palestrina, Opinião, Textos, Torcida | Tagged: belluzo, eleições, luiz gonzaga belluzzo, presidente, sociedade esportiva palmeiras | 5 Comentários »
Publicado por Rafael em 11 Dez 2008
O site Palestrinos.com conseguiu traduzir em palavras o que muitos palmeirenses estão sentindo nesse fim de ano decepcionante. O Palmeiras Let’s Gol! assina embaixo tudo o que está escrito a seguir:
“Há vitórias que exaltam, outras que corrompem; derrotas que matam, outras que despertam.”
Antoine de Saint-Exupéry
20 de Abril de 2008: “O Palmeiras está classificado para a final do Campeonato Paulista. Jogando dentro de casa, o Verdão não tomou conhecimento do São Paulo e, apesar das dificuldades, venceu por 2 a 0, neste domingo, no Palestra Itália. Rogério Ceni falhou no primeiro gol da partida, em um chute de longa distância de Leo Lima. Valdivia decretou a vitória no fim do segundo tempo, para delírio da torcida alviverde.” (Globoesporte.com).
7 de Dezembro de 2008: “Assim como aconteceu no ano passado, o Palmeiras decepcionou mais uma vez na última rodada do Campeonato Brasileiro. O Verdão perdeu para o Botafogo por 1 a 0, neste domingo, no Palestra Itália. Mas contou com a incompetência do Flamengo, do ex-técnico Caio Júnior, que perdeu para o Atlético-PR por 5 a 3, e garantiu a cobiçada classificação para a Libertadores. O único gol da partida foi marcado por Wellington Paulista.” (Globoesporte.com).
As notícias falam por si só. Cabe a nós entender o que se passou nesses 231 dias. Por que não pudemos reviver as grandes emoções do primeiro semestre no restante da temporada? Podemos classificar esse contraste como “coisas do futebol”? Em nosso entendimento não. Não foi o acaso que nos trouxe até o sofrível final de temporada e a derradeira derrota na última rodada.
Apesar da conquista da vaga na Pré-Libertadores, não podemos nos dar por satisfeitos. Não pelos resultados em si, até porque, esses sim, fazem parte do futebol. Mas sim, pela série de erros e falhas cometidas nesse ínterim. São inegáveis os avanços do Palmeiras ao longo de 2008. Conquistamos um título, há muito tempo desejado, e pudemos sonhar de novo.
Talvez a contundência desta carta e seu significado não sejam bem recebidos por aqueles que, após oito anos, conseguiram alçar o Palmeiras novamente a elite do futebol brasileiro. Porém, não queremos nos limitar a sonhar, assim redigimos esta carta a toda nação alviverde, endereçada aos seus atuais representantes.
O objetivo não é apontar culpados, até porque carregamos parte dessa responsabilidade em nossos ombros, e talvez tenha sido esse nosso maior erro em 2008. Acreditamos que as coisas voltariam ao seu ciclo normal e o Palmeiras poderia, enfim, mitigar a péssima herança da gestão anterior, da qual fomos todos reféns.
Ledo engano, o suposto entulho retrógrado perpassa a antiga administração, talvez sua maior representante. Ele permanece enraizado dentre as estruturas de poder da Sociedade Esportiva Palmeiras, sendo evidenciado nos resultados desportivos dos últimos anos, em nosso estatuto e, principalmente, em grande parte das mentes que circulam por nossas alamedas.
Infelizmente vemos um clube atolado em interesses pessoais e mesquinhos. A atual estrutura política do Palmeiras não condiz com nossa grandeza e os ideais surgidos quando da criação do Palestra Itália.
A começar pela inúmera gama de funcionários, passando por colaboradores e diretores que jogam contra a instituição, graças à falta de credibilidade e postura dos nossos comandantes que são alvo de expiações internas e externas, e não transmitem a grandeza do Palmeiras a ninguém.
A crise moral dos homens se reflete nos seus atos e por conseqüência na instituição. Não há comprometimento. Falta gente que trabalhe para a instituição e com talento para isso. Muito se fala em todas as correntes, mas poucos têm coragem de defender os interesses do clube, quando este realmente precisa.
Há algum tempo as coisas funcionam assim: Você tem talento, então não serve para o Palmeiras. Você pensa, então não serve para o Palmeiras. Você tem conhecimento, então não serve para o Palmeiras, Você ama o Palmeiras, então você é um perigo para o Palmeiras. Logo, o reflexo dessa política da “mediocridade”, se estende em todos os campos de ação do clube.
O clube continua sendo liderado, seja situação ou oposição, pelas mesmas figuras de 20 anos atrás. O estatuto é um grande reflexo de estrutura e mentalidade arcaicas que temem a renovação, que fogem de novas idéias, que inibem qualquer forma de mudança.
Já passamos por uma série de momentos terríveis. Tentaram nos roubar nosso estádio! Tirar nosso nome! Acabar com nosso clube! E cá estamos, autênticos campeões do Século XX. E não achem que nosso sentimento foi alterado por esse título, amamos o clube, e não suas taças somente. Como bem disse Joelmir Beting, todos nós sabemos a verdadeira emoção de ser palmeirense. Um sentimento que se limita à uma única palavra: Palestrinidade.
Por essa razão, exercendo nossa Palestrinidade, em uma comunhão de pensamentos e idéias dentre muitos torcedores da SEP, gostaríamos de expor um balanço final do ano de 2008, que sirva como reflexão e agente catalisador de uma mudança que se faz urgente. Levantamos algumas questões que merecem a devida atenção por parte dos Srs. e que nós, na condição de apaixonados por este clube, agradeceríamos vê-las explicadas:
- Até quando seremos (torcedores e jogadores) obrigados a conviver com disputas políticas no decorrer das competições? Mesmo sendo estas manobras antes condenadas por quem estava de fora. Até quando o Palmeiras será vítima de sua própria gente, de seu próprio sangue?
- O que acontecerá com conselheiros e diretores do Palmeiras que se utilizam de informação privilegiada do clube, e portanto restrita, para se promover e também causar desconfiança e rumores indesejados na atual diretoria, visando única e exclusivamente enfraquecer aqueles que estão no poder para que possam alcançar tão sonhado posto?
- Quais as providências que serão tomadas contra jornalistas que pregam inverdades contra o Palmeiras, como aquele que vende espaço na televisão aberta a ex-mandátario para falar mal do projeto da Arena, às vésperas da eleição que aprovaria sua construção? Ou então a setoristas que, mesmo cobrindo o dia-a-dia do clube, conseguem nutrir um imenso desprezo pela instituição, inventando fatos como agressão á árbitro e roubando sigilosas atas de reuniões internas?
- E quanto a jornalistas que questionam intervenções do Governador, com insinuações maldosas sobre sua relação com a diretoria da SEP? E como reagirão depois de serem classificados como “trouxas” por este jornalista?
- Como a diretoria da SEP se portará em relação ao STJD no ano de 2009? Órgão este que nos puniu de forma exemplar no campeonato, ao passo que equipes nadam de braçadas em suas decisões controversas?
- Como será o tratamento da diretoria do Palmeiras aos Srs. Dirigentes do clube homônimo a nossa cidade, que não apenas desmereceu nossa casa ao longo do ano (casa esta construída com suor e ardor, à custa exclusivamente da nossa paixão), como insinuaram favorecimentos indevidos em decisões maiores, mesmo sendo de conhecimento geral que tais situações ocorrem normalmente do lado de lá? Continuaremos a lhes sorrir enquanto estes zombam de nós?
- Qual será o plano de gestão para a comissão técnica em 2009, desde as metas estipuladas até a composição do elenco, para não repetirmos os mesmo erros deste ano, quando salvo raras exceções nos tornamos um balcão de negócios para atletas de potencial duvidoso e padrinhos mais duvidosos ainda?
- Qual será o tratamento dado a funcionários, incluem-se jogadores e comissão técnica, que desrespeitam decisões da diretoria e, com base em interesses pessoais, expõem a instituição de forma desnecessária? E quando contradisserem, inclusive com insinuações e insultos, diretores em público?
- Qual o papel da atual diretoria de futebol? A quem responde seus funcionários? Gostaríamos de ter total transparência desta relação que, até aqui, nos pareceu desequilibrada e ilógica.
- Para 2009 podemos nos tranqüilizar e acreditar nas promessas já feitas? Poderemos comprar ingressos para nossos jogos com certa civilidade e com o devido respeito que merecemos?
- Por falar em ingressos, podemos esperar que em 2009 o ingresso valha o espetáculo que justificou seu aumento em 2008 e mais, que possamos ter ressarcido em forma de preços razoáveis o que deixamos de ver neste ano?
- O que aconteceu com o orgulho que existia em vestir essa camisa, visto que no final do ano não foram poucos os casos de atletas do atual elenco que assumiam propostas de fora e até mesmo o desejo de aqui não continuar? Que tipo de atenção daremos a atletas com esse perfil?
- Quando o Palmeiras terá novamente em campo ostentando nosso manto, não apenas 11 atletas, mas sim, 11 guerreiros que conhecem e respeitam nossa magnífica história e por ela lutarão até o final?
- Quem se responsabiliza pelas saídas de Henrique e, principalmente, Valdívia durante a competição, uma vez que foi voz uníssona na diretoria e comissão técnica do clube que tais ações promoveriam a ascensão de outros atletas, além da equalização das dívidas que ainda assim persistem em manter-se em padrões indesejados?
- O que acontece com nossas divisões de base que, ao longo de 2008, só revelaram o zagueiro Maurício? Por que jogadores desconhecidos são constantemente trazidos para integrar nossas times de base, em detrimento de atletas formados ao longo de anos, e com suposta identificação com o clube?
- As 12 contratações feitas desde o final do Paulista eram realmente necessárias? Não tínhamos jogadores no elenco ou nas categorias de base que conseguissem, ao menos, igualar o desempenho de tais aquisições?
- Quando teremos uma série de profissionais capacitados a lidar com órgãos da imprensa, do futebol e outras instâncias relacionadas, a fim de defender o clube com a veemência que nos criticam, mas sem a leviandade que nos acusam? Quando deixaremos de ser reativos nas ações, ao passo que todos os demais são pró-ativos e o prejuízo é claro?
- Como quando anularam um gol legal nosso contra o Figueirense. Ou começamos perdendo graças a erros de arbitragem contra Fluminense e o clube homônimo a cidade. Ou quando uma falta é batida oito metros a frente de onde ocorreu e isso resulta em gol, apenas porque o adversário é temido e joga em casa. Ou mesmo quando vemos árbitros entrarem pressionados por adversários.
- Até quando o Palmeiras encontrará dentro de sua própria agremiação seus maiores inimigos, que de tudo fazem em troca de pequenezas, assim como o caráter que possuem?
- Até quando faltará no Palmeiras exatamente aquilo que forjou nossa identidade, a paixão exclusivamente pelo clube, e não por cargos e carteirinhas que de nada valem para nossa grandeza coletiva?
Quando poderemos finalmente voltar a nos orgulhar daqueles que nos comandam, nem tanto por ações acertadas ou erradas, mas sim, simplesmente, por lutarem por nossos ideais respeitando a paixão que cada torcedor nutre pela SEP.
O Palmeiras é muito maior do que os Srs. que hoje nos comandam. É maior do que cada um que assina esse manifesto. É maior do que cada conselheiro ou diretor que auxilia nas decisões do clube. E por isso, apenas isto, deixamos aqui nosso registro de que as coisas não vão bem como deveriam e poderiam.
Nós, torcedores do Palmeiras, exigimos que atitudes sejam tomadas pelos Srs., pessoas de caráter inquestionável, assim como o amor que nutrem pelo nosso clube. Mas que o façam já, e que 2009 possa resgatar não apenas títulos, mas nosso maior orgulho.
Porque se não o fizerem, nós o faremos.
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Torcida que Canta e Vibra
10 de dezembro 2008
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Publicado por Rafael em 11 Nov 2008
Pensei em escrever um texto sobre a polêmica causada pela atitude do Marcos no jogo do último domingo contra o Grêmio onde, faltando 15 minutos para o fim do jogo, ele decidiu sair debaixo das traves e virar um goleiro-atacante.
Mas prefiro deixar registrado por aqui o texto do Felipe Giocondo, do blog Sobre Porcos e Ratos, que tem uma opinião igual a minha e, foi direto ao ponto:
Um palmeirense de chuteiras…
Que me desculpem os amigos da Mídia Palestrina que não concordaram com a atitude de Marcos no jogo contra o Grêmio.
Ali, logo após o gol, eu esperava apenas uma atitude digna da camisa que vestem e quem me presenteou foi Ele, o Santo.
Não esperem que eu seja racional julgando que restavam ainda mais de 15 minutos de jogo. Foda-se. Não havia diferença entre perder ou empatar, não há nada mais frustante do que decepcionar seus torcedores em casa.
Marcos saiu com a bola nos pés, mesmo sendo pouquíssimo habilidoso para isso, mas como que dizendo aos demais atletas que aqui é Palmeiras!
Ano que vem ele estará novamente debaixo das traves, defendendo as cores que sempre amou, enquanto muitos dos vagabundos que se arrastaram em campo estarão procurando vagas na Ásia ou no cú da Europa.
Ele saiu com a bola nos pés para mostrar a gente como Evandro que mesmo sendo medíocre na linha consegue ser mais ameaçador que esse franzino e péssimo meia.
Para Lenny aprender o que é jogar bola, para que Granja e Leandro não durmam satisfeitos com suas performances nojentas.
Para que Martinez entenda o que é subir numa porra de uma bola e pare de pensar em Itália, Corinthians ou o caralho a quatro, como anda fazendo.
Para tudo e mais um pouco, para mostrar aquele engravatado quem realmente pode extrapolar quando o assunto é Palmeiras.
Marcos não é maior que a instituição, mas certamente, a instituição não seria tão grande se não o tivesse como goleiro por tanto tempo.
Quando acabou o jogo tudo o que deveria ter feito era estender a mão direita a Pierre, a esquerda para Gustavo e se retirar, entregando o título para as meninas, porque há pouquíssimo a ser feito agora.
Marcos pode. Quantas vezes quiser e por quanto tempo quiser. Temos não apenas uma dívida com o goleiro salvador, mas principalmente, uma dívida com o homem Marcos.
Porque ele é um palmeirense de chuteiras, como qualquer um de nós gostaríamos de ser.
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Publicado por Rafael em 10 Out 2008

A censura aplicada ao blog Cruz de Savóia (que está de endereço novo, agora lá no WordPress: http://cruzdesavoia.wordpress.com) pode muito bem acontecer com qualquer outro componente da Mídia Palestrina. Por isso, é importante manifestarmos nossa rejeição a atitude do Blogger, que hospeda diversos outros blogs nossos.
Vejam quem já se posicionou*:
Observatório Verde:
Nota de desagravo ao Cruz de Savóia (adicionado às 19h10 – 10/10/2008)
Forza Palestra – Futebol com alma:
CENSURA À MÍDIA PALESTRINA **
Carcamanos:
Sumiço de blog, empatizinho péssimo e crise de existência
Forza-Palestra / Ademir:
Nota do Cruz de Savóia
Censura
Cruz de Savóia censurado
Cruz de Savóia
Destaco também a solidariedade vinda dos rivais, torcedores do SCCP:
O Mosqueteiro e sua Cachaça:
CENSURA!!!
Chuta que é Macumba!:
Vergonha: censura no Blogger
Esse último, cabe muito bem sua reprodução por aqui:
Vergonha: censura no Blogger
O nosso colega blogueiro Raphael Falavigna sofreu, na última quinta-feira, uma vergonhosa e abominável censura por parte do Blogger, que retirou seu Cruz de Savóia do ar, tratando a página como “blog spam”. Tal justificativa não é válida e pode ser contestada por todos que acessávamos diariamente o endereço. O conteúdo, tal qual o deste espaço e da maioria dos blogues aqui linkados, era apenas combativo. E combatia, em especial, o tenebroso papel da imprensa esportiva em favor do SPFC.Independentemente de amores clubísticos, o mais grave neste caso é perceber que tiraram sumariamente do ar uma página que expõe a sujeira que se instala em diretorias de clubes, gabinetes do poder público e redações de jornais. Podia ser um blogue falando mal do Corinthians, do Palmeiras, do Santos ou do São Paulo, como era o caso. Isso não interessa muito, afinal de contas é sempre bom lembrar que blogue é apenas e tão somente um lugar para que um sujeito externe suas idéias e opiniões com liberdade. Liberdade?Essa arbitrariedade se deu em um espaço relativamente pequeno, se levarmos em conta a audiência. O conteúdo, porém, era rico e embasado, havendo até vídeos comprobatórios do tema debatido. Conclui-se, então, que foi esse conteúdo a causa da censura, provavelmente prejudicial a alguém que deva estar com culpa no cartório e não desejava tal publicidade.O que nos faz chegar ao ponto crucial: a inexistência da liberdade de expressão. Quando se fala mal do zé-povinho, quando se denuncia a carência de valores, quando se mostra as feridas de uma sociedade cada vez mais individualista e mercenária, primeiro recebemos a pecha de esquizofrênicos. Depois, quando a suposta “patologia” não é sanada, cortam o “mal” pela raiz. É a censura pelo poder econômico, em que só vale a publicação daquilo que interessa aos barões da mídia.Vejam: essa defesa pública é feita por um corinthiano e em favor de um blogue palmeirense. O que torna as coisas ainda mais legitimadas. Assim como se legitima tudo aquilo que era mostrado no Cruz de Savóia (os souvenirs de madame, a íntima ligação dos leonores com o governo, qualquer que ele seja, e a tentativa de eliminação dos dois times mais tradicionais e, de certo modo, contestadores).
Apagarem o Cruz de Savóia (assim como apagaram o blogue de Paulo Henrique Amorim no iG) só mostra que a teoria da agenda de destruição é corretíssima. É a prova crucial no processo, embora seja totalmente condenável a atitude. O fim jamais justificará os meios quando se trata de cerceamento da liberdade. De todo modo, quem sabe isso não acorde os incautos para a falácia que é nossa “democracia”.
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Publicado por Rafael em 10 Out 2008
O blog Cruz de Savóia (http://cruzdesavoia.blogspot.com) foi retirado do ar ontem. Ele é um dos blogs que compõem a lista de links e feeds ao lado. O dono do blog, nosso amigo Raphael, explica o motivo alegado pelo provedor do serviço:
Alegaram que a página tinha sinais de “blog-spam” e precisa ser averiguado por “alguém que vai analisar o conteúdo”.
Como já deixei registrado em alguns blogs: é como se te matassem por ser suspeito de um crime, para depois abrir investigação.
Quem já leu algum post do Cruz, sabe que o verdadeiro motivo está longe de ser esse.
Essa situação me fez lembrar de uma música do Gabriel, o Pensador:
Letra da música:
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Publicado por Rafael em 13 Jun 2008
texto do blog Forza Palestra [ forzapalestra.blogspot.com ]
“Caros” diretores da S.E. Palmeiras,
Tivemos 6.272 pagantes em um Palmeiras x Cruzeiro. Foram oito torcedores a mais do que no jogo anterior, o 1 x 0 contra a Brisa/PR. Descontada a evasão de renda, foi parecido também o borderô de Portuguesa 1 x 1 Palmeiras, no Pacaembu. E pouco antes, no reencontro com a torcida após o título paulista, ficamos na casa dos 10 mil contra o Internacional/RS.
Jogos complicados e provavelmente decisivos. Mereciam mais gente.
Não sei se vocês já tomaram consciência, mas é este o público de R$ 30. É este o torcedor qualificado que vocês querem. E, a bem da verdade, a tal platéia selecionada nem deu as caras. Ontem, a exemplo do que acontecera contra a Brisa/PR, tudo o que tínhamos era uma grande concentração no setor da Mancha, e quase mais nada.
Somos, sinto dizer, os mesmos de antes. Somos os vândalos, marginais e arruaceiros, aquele povo que vocês querem ver longe dos estádios. Somos – também – aquele povo feio que vem de Metrô, e que insiste em superar qualquer desafio para ver o time em campo.
Acontece, “caros” diretores, que é esta a gente que ama o Palmeiras e o futebol. É este o público que estará sempre presente, ainda que em doses homeopáticas se for mantido o preço de R$ 30.
O público qualificado tem mais o que fazer. São Paulo, como se sabe, é uma cidade com atrações aos montes, um pouco mais à noite e em pleno Dia dos Namorados. E o público qualificado não gosta muito de tomar chuva ou de chegar em casa tarde da noite. Tampouco de ir ao estádio no domingo às 18h10 para colocar a bunda no cimento molhado e passar frio.
O público qualificado, isto é certo, vai dar as caras nas rodadas finais, desde que o time tenha chances de brigar pelo título. Porque então tudo muda de figura, e o que era um simples jogo de futebol ganha um caráter de espetáculo, de atração, de evento midiático. É o que deseja o tal público qualificado.
Até lá, “caros” diretores, temos mais 32 longas e extenuantes rodadas. E, sinto dizer, vocês terão de agüentar a horda de sempre, que se vê obrigada a pagar R$ 30 para sustentar a ganância de alguns poucos.
Vocês conseguiram reduzir a nossa média de público de 20 mil para 7 mil em muito pouco tempo. Reverter isso não é nada complicado; basta querer. No entanto, se insistirem no erro, terão de conviver com o estádio vazio, a um ticket médio de R$ 30.
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Publicado por Rafael em 13 Jun 2008
Foi comentada por muitos a transmissão de Sport x Corinthians, a final da Copa do Brasil, por Cléber Machado e equipe. A sensação é que houve uma clara parcialidade em favor de um dos times. Não assisti o 1º tempo do jogo, mas alguns relatos dão conta de que a narração dos gols do Sport não foram dos mais entusiasmados. Percebeu-se também a utilização de diversos números estatísticos, quase sempre favoráveis ao time da marginal. E o pior de tudo, a manipulação do som ambiente do estádio, conforme escreveu Julio Moreira, no site Blue Bus*:
TV Globo falsifica o áudio do futebol para agradar corinthianos
‘Nao pára, nao pára, nao pára!’ Este era o canto da torcida organizada do Corinthians que se ouvia ontem à noite, durante o início da transmissao do jogo pela TV Globo. Pelo menos aqui em Sao Paulo.
Mas veja, o Estádio da Ilha do Retiro tem capacidade para 36 mil pessoas, das quais 35 mil eram torcedores do Sport e apenas 1000 torciam para o Corinthians. Como entao o canto da torcida era corintiano?
Tecnologia e engenharia de som. O áudio foi captado e divido em 3 canais – o do narrador, o da torcida do Corinthians e o geral do estádio. Entao, o diretor técnico aumenta o volume do canal da torcida do Corinthians e diminui o volume geral do estádio. Isto cria no telespectador a falsa idéia de que a torcida no estádio é do Corinthians e ajuda a audiência, aqui em Sao Paulo, onde a maioria da populaçao é corinthiana.
Esta forcinha da técnica durou até o primeiro gol do Sport, pois entao, a esmagadora torcida do Sport foi ao delírio e aí nao houve técnica que ajudasse o torcedor do Timao. Ainda mais depois do segundo gol.
A transmissao do futebol é uma operaçao JORNALISTICA, realizada pelo departamento de jornalismo esportivo. Nao se pode falsear o áudio do estádio. Nao é ficçao, nao é dramaturgia. É jornalismo.
A TV Globo foi convidada pelo Comitê Gestor das Olimpíadas de Pequim para gerar as imagens do Volei de Praia. Este convite foi feito pela sua reconhecida competência técnica. Nao pode, ou melhor, nao deve, colocar em risco este reconhecimento para turbinar a audiência de um jogo. É pequeno, nao precisa.
* O Blue Bus [ www.bluebus.com.br ] é um site especializado em mídia.
Agradecimentos ao autor por ceder este artigo ao Palmeiras Let’s Gol!
Enviado em Imprensinha, Opinião, Textos, Torcida | Tagged: áudio, globo, imprensa, Imprensinha, populismo gambá, torcidas | 2 Comentários »
Publicado por Rafael em 2 Jun 2008
Após quatro partidas pelo Campeonato Brasileiro, o ambiente que tinha tudo para ser o melhor possível após o título paulista, numa comunhão de time e torcida em busca do título do Campeonato Brasileiro, o mais importante do ano, está sendo destruído, graças as últimas decisões da diretoria que envolvem diretamente a torcida que comparece ao estádio.

Palestra Itália num dia de pouco público
Vamos tomar como exemplo o jogo de ontem: Palmeiras x Atlético-PR, no estádio Palestra Itália.
A jornada do torcedor já começa com um obstáculo bastante inconveniente, que é o horário do jogo: 18h10min em pleno domingo.
Para quem não mora perto do estádio, o jogo se torna praticamente a última coisa que se fará no dia, já que terminará por volta das 20h. Para retornar até sua casa, esse torcedor levará 1 hora ou mais no percurso, de acordo com a distância. Como o torcedor que comparece, provavelmente trabalha ou estuda no dia seguinte, para poder pagar os preços aburdos dos ingressos, normalmente terá de acordar cedinho no dia seguinte. Então a única saída é chegar em casa e cair na cama. Além disso, é muito melhor assistir o jogo com luz natural, em que comumente temos o bom e velho sol para esquentar a tarde (é claro que ontem não foi o caso).
E não bastasse os clubes se sujeitarem a esses horários criminosos que a televisão impõe, agora estamos em frente a uma barreira difícil de transpor: o preço abusivo (e burro) das entradas, onde uma arquibancada custa 30 reais, uma das mais caras do país. E é claro que a torcida protestou mais uma vez.
Nem é preciso explicar o porque de ser um preço ‘burro’, basta reparar nos públicos das três partidas que ocorreram na cidade de São Paulo durante o campeonato:
Eu tenho uma opinião, da qual muitos concordam, de que uma torcida de futebol é muito mais do que simples expectadores que observam a partida. A ajuda que ela dá não é somente com a grana da renda. Um estádio lotado cria um clima totalmente diferente. Uma torcida que canta alto motiva os jogadores e abafa alguns (não são todos) chatos da numerada (e alguns da própria arquibancada) que só sabem criticar e vaiar, o que deixa os jogadores inseguros. Será que num Pacaembu lotado e empurrando o time para a vitória, os jogadores seriam tão displicentes quanto foram no jogo contra a Portuguesa?

O Palestra como deve ser
É por tudo isso, que são inadmissíveis os públicos dos últimos jogos do Palmeiras. É obrigação da diretoria propiciar as situações adequadas para que a torcida lote o estádio em todos os jogos. Mas parece que isso é pedir muito, então que pelo menos revejam essa política de preços, que está prejudicando o clube no que se refere às rendas dos jogos.
Enviado em Não à elitização, Opinião, Textos | Tagged: afastando, estádio, ingresso caro, palmeiras, torcedor, Torcida | 3 Comentários »
Publicado por Rafael em 18 Mai 2008
Veja a ficha técnica de Palmeiras 2×1 Internacional:
Local: Estádio Palestra Itália, São Paulo (SP)
Data: 18 de maio de 2008 (domingo)
Renda: R$ 377.412,00
Público: 10.081 pagantes
O prejuízo financeiro
Fazendo uma continha simples, chegamos a renda média por torcedor que compareceu no jogo de hoje: R$37,44. Caso o senhor Ebem Gualtieri não tivesse a brilhante idéia de elevar os preços dos ingressos (com base em argumentos preconceituosos e elitistas) para valores fora da realidade do torcedor brasileiro, poderíamos ter a seguinte situação:
Com preços iguais aos de 2007, a metade do valor atual, o Palestra Itália se entupiria de gente. Então, multiplicando as 27.685 entradas colocadas à venda, pela metade da renda média por torcedor, chegaríamos a uma renda total de R$ 518.263,20. Seriam quase 141 mil reais a mais na renda do jogo!
É claro que com um público maior, a proporção de ocupação dos diversos setores do estádio seria diferente, resultando em algumas diferenças nos valores. Mas para o que estamos mostrando aqui, isso não se faz relevante.
O prejuízo ao espetáculo
Acima das cifras perdidas, está todo um prejuízo causado à torcida e a diferença que ela faz ao espetáculo quando comparece em massa. Ao acompanhar os melhores momentos do jogo, ficou a sensação de um jogo morno, sem a empolgação e o clima que uma partida dessas deveria ter.
Se manda, Ebem Gualtieri!
Com tudo isso que aconteceu, fica claro que Ebem Gualtieri não tem as mínimas condições de cuidar desse importante assunto no clube, que são os ingressos para os jogos. A atual diretoria do Palmeiras, que vem fazendo um ótimo trabalho, deve assumir esta responsabilidade e tirar todos os poderes que essa pessoa possuí. O tratamento ao torcedor deve se tornar uma prioridade para o clube, pois é a torcida que faz o clube ser o que é. E ter o estádio sempre lotado deve se tornar um objetivo tão grande quanto conquistar títulos.
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Publicado por Rafael em 14 Mai 2008
Este é um tema que será abordado de forma ampla e profunda aqui no blog. Por alguns fatores, como o tempo para escrever e outras prioridades, ainda não tinha iniciado a discussão. Mas essa última decisão que a diretoria do Palmeiras tomou, de manter os preços dos ingressos de arquibancadas do Palestra Itália iguais aos praticados nas finais do Campeonato Paulista, me deu a motivação necessária para iniciar o tratamento do assunto.
O processo de elitização dos estádios já está sendo implementado pelos dirigentes de nosso futebol, através de preços de ingressos incompatíveis com a renda da grande maioria da população. Lutar contra isso é o que faremos aqui. E essa é uma luta não apenas da torcida palmeirense (que está sendo a cobaia de todo esse processo), mas também de todas as outras torcidas do estado de São Paulo e do Brasil, que muito provavelmente se tornarão as próximas vítimas.
Preconceito
“A fase do time é boa e agora teremos só duas partidas por mês no nosso estádio. Além disso, é uma forma de selecionar mais o público. Se houver protestos, a gente volta ao valor que era antes.”
Essa frase é de Ebem Gualtieri, vice-presidente do Palmeiras, em matéria do Estadão. Sob a ótica dele, uma pessoa rica tem mais qualidades do que uma pessoa pobre. Pré conceito puro. Como se políticos corruptos fossem pobres que moram em favelas. Como se alguns empresários que praticam crimes fiscais e trabalhistas em suas empresas não fossem de classe média-alta. Como se os “pitboys” que brigam em casas noturnas fossem favelados. Três exemplos básicos só para mostrar a falta de nexo desse tipo de pensamento.
E a revolta é tanta que diversos veículos da Mídia Palestrina escreveram sobre o assunto. Vou deixar aqui algumas passagens de posts e seus respectivos links para uma leitura completa:
“Vergonha“, no Observatório Verde:
Nossa vergonha é ter um dirigente com um discurso que mais parece o do outro lado do muro. Excludente, classista, como se quem tivesse mais, valesse mais. Não dá para saber se a formulação de Gualtieri foi exatamente essa, mas a frase “um público diferente daquele que entrou em conflito com a Polícia Militar, na luta por um ingresso para a final do Paulistão contra a Ponte Preta” é para fazer o mundo acreditar que os problemas aconteceram porque tinha muito pobre na fila?
“Sobre os ingressos: lá vem o gestor“, no Terceira Via Verdão:
Não se fala: “se houver protestos a gente volta ao valor que era antes”. Isso constrange àqueles que dentro do Palmeiras se esforçam em fazer as coisas com um mínimo de planejamento. E o ato falho do Vice-Presidente é claro: ninguém planejou nada. Alguém teve uma descarga (para não usar outra palavra) cerebral, e aumentou os preços.
“Um descalabro“, no Parmerista!:
As declarações de Gualtieri comentando a majoração são risíveis. “É um teste”. Vacilante, de antemão já admite recuar “caso haja protestos”. E assim, praticamente convocou uma manifestação em volta do Palestra. Elitista, disse que tambem intenta trazer um “público diferente” ao estádio. Só faltou dar desconto pra quem estiver com a camisa do São Paulo.
Sr. Ebem, se o senhor quer acabar com os abusos na meia entrada, então cumpra o seu dever. Apure como centenas de lotes de meia-entrada vão parar nas mãos dos cambistas, que revendem a valor de inteira. Promova uma fiscalização eficiente nas catracas de meia-entrada. Os estudantes e aposentados têm direito de pagar preços compatíveis com suas rendas. E isso passa longe de R$20,00.
“Vergonha!“, no Forza Palestra:
E aí chegamos à presente situação, em que o Palmeiras deixará de contar com o apoio maciço de sua torcida justamente contra o Internacional/RS, rival tradicional, historicamente difícil de ser batido e nosso provável maior concorrente ao título brasileiro deste ano.

“É boicote“, no Cruz de Savóia:
BOICOTE! NÃO DEIXE TRANSFORMAREM NOSSA TORCIDA NESSA PÉROLA ELITISTA QUE NUNCA FOMOS! É BOICOTE! NÃO VÁ AO JOGO DO PALMEIRAS!
BOICOTE! ESSA DIRETORIA ESTÁ JUSTIFICANDO AS PORRADAS QUE A PM DISTRIBUIU EM 04/05/2008 – E TALVEZ TENHA FACILITADO O TRABALHO DELES…
BOICOTE! O TORCEDOR JÁ FOI ROUBADO POR ESSA GENTE VENDIDA QUE DISTRIBUI INGRESSO AOS CAMBISTAS NA CALADA DA NOITE: E VOCÊ NÃO FEZ NADA!
E a dica foi dada pelo próprio Ebem Gualtieri. Protesto é o que não vai faltar, seja na Mídia Palestrina, na frente do estádio ou em forma de boicote.
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